RAINHA JEZABEL


                             RAINHA IDÓLATRA E MÁ

                  


Mulher determinada e independente, Jezabel não olhava a meios para conquistar os seus objetivos. Acab desejava a vinha de Nabot, contígua ao palácio de Jezrael, mas este recusou-se a vendê-la. Sabendo-se disto, Jezabel envolveu-se na questão, enviando cartas em nome de Acab aos chefes de Jezrael.

O conteúdo das cartas ordenava a detenção de Nabot por blasfémia contra Deus e contra o rei e a execução deste por apedrejamento sob denúncia de duas falsas testemunhas.

Segundo a lei da época, a propriedade de alguém que tivesse cometido estas acções passaria para o rei. Nabot foi executado e Jezabel presenteou o marido com a vinha. Quando Elias soube desta acção profetizou que cães devorariam Jezabel no campo de Jezrael.

Um comandante chamado Jeú liderou uma revolta contra a família real, na qual matou o filho de Jezabel, Jorão. Quando Jezabel soube da revolta pintou os olhos e adornou a cabeça, desafiando Jeú da janela do palácio. Este ordenou aos eunucos da rainha que a atirassem da janela (defenestração): Jezabel morreu, tendo o seu sangue atingido as paredes e os cavalos. Uns cães que por ali passavam devoraram o corpo da rainha.

Depois de ter feito uma refeição no palácio, Jeú ordenou que a Jezabel fosse sepultada, dado que se tratava da filha de um rei. De acordo com o Segundo Livro de Reis, os servos do palácio apenas encontraram o crânio, os pés e as mãos da rainha.

Por causa desta rainha o nome "Jezabel" encontra-se associado na cultura popular a uma mulher sedutora sem escrúpulos.


Jezabel espalhou a idolatria em todo a Israel, poderosa, astuciosa e arrogante, opôs-se ativamente a Deus mesmo tendo provas indescutíveis de sua soberania.

Era uma princesa Fenícia, filha do sacerdote-rei de Sidom. Esposa de Acabe, rei de Israel no tempo do profeta Elias. Foi rainha em Israel do Norte 100 anos depois da morte de Davi. Adorava a Baal deus pagão da fertilidade.

• Foi a pior rainha de Israel e uma das mulheres mais infames da Bíblia.

• O seu nome é sinônimo de perversidade. Jezabel significa sem coabitação, recusa criar laços, unir-se.

• Ela jamais se submeteu a unir-se com o seu marido. Acabe era o rei, mas era ela quem reinava. Poder e controle eram seus objetivos e Baal era o seu Deus.

• Ela serviu como exemplo para todos eternamente do que uma esposa não deve ser.

O espírito que atuava em Jezabel é uma das manifestações de Satanás. Temos que ter em mente que o espírito que produziu (atuava) Jezabel, existia antes dela ter nascido. Esse espírito não tem sexo, e por ter se manifestado tão fortemente através dessa mulher, ficou conhecido pelo seu nome.

Querida!

A Jezabel tem todos exemplos de mulher que vc não deve seguir. Esta escritura descreve os ídolos e seus adoradores. Jezabel se tornou cega para Deus e cega ao sofrimento dos outros por causa da sua busca a Baal. Possivelmente estava morta espiritualmente.


- Cega para Deus
Todos nós fomos criados com uma real necessidade de Deus para vivermos uma vida plena como diz em II Pedro 1:3-4
Os ídolos oferecem um rápido consolo que temporariamente sana o vazio, eles são como um amuleto para nos sentirmos seguros e para alcançarmos o que esperamos, porém, nunca nos satisfazem plenamente. Ao contrário, nos decepcionam e nos tornam cegos e incrédulos. Ídolos não são somente imagens como as que Jezabel adorava. Qualquer coisa que colocamos no lugar de Deus, aquelas que temporariamente sanam o nosso vazio, são ídolos. Às vezes pode ser nossa própria ambição: trabalho, concurso, realização profissional, etc., como também pode ser pessoas: namorado, marido, mãe, irmão, filhos, etc
Ter ídolos não é uma prática exclusiva dos pagãos, é uma franqueza feminina. Tanto faz se você é cristã ou não. Pode acreditar: idolatria é uma de suas fraquezas. Constantemente precisamos verificar se algo está no lugar que somente Deus pode ocupar em nossas vidas.

O mais dramático exemplo de cegueira de Jezabel foi a do Monte Carmelo.
Recorde do desafio de Elias, onde os profetas de Baal aceitaram a proposta e começaram a clamar por seu deus (Baal), a dançar, e Elias, em contrapartida, começou a zombar deles dizendo que gritassem mais alto, pois talvez Baal estivesse dormindo ou teria dado uma “saidinha”, etc. Eles passaram o dia inteiro tentando chamar a atenção do deus deles. Ao final da tarde Elias começou a preparar o altar para Deus: “Com as pedras construiu um altar em honra ao nome do Senhor e cavou ao redor do altar uma valeta na qual poderiam ser semeadas duas medidas de sementes. Depois arrumou a lenha, cortou o novilho em pedaços e o pôs sobre a lenha.

Então lhes disse: Encham de água quatro jarras grandes e derramem-na sobre o holocausto e sobre a lenha. Façam-no novamente, disse, e eles o fizeram de novo. Façam-no pela terceira vê, ordenou e eles o fizeram pela terceira vez. A água escorria do altar, chegando a encher a valeta. À hora do sacrifício, o profeta Elias colocou-se à frente do altar e orou: Ó Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas essas coisas por ordem tua.

Responda-me ó Senhor, responda-me, para que este povo saiba que tu, ó Senhor, és Deus e que fazes o coração deles voltar para ti. Então o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto,a lenha, as pedras e o chão e também secou totalmente a água da valeta. Quando o povo viu, todos caíram prostrados e gritaram: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! Então Elias ordenou-lhes: prendam os profetas de Baal. Não deixem nenhum escapar. Eles os prenderam e Elias os fez descer ao riacho de Quison e lá os matou”( Reis 18:32-40).
Elias tinha pedido que Acabe convocasse todos os profetas de Baal, e é interessante notar que Jezabel não estava lá. Ela se dizia chefe dos profetas. Possivelmente não quis se expor a nada que pudesse desestabilizar seu sistema de crenças.
Deus deu a ela a oportunidade de livrar-se de sua cegueira, como fez com todas nós e como faz com todas as pessoas. Ele tentou revelar seu poder para ela através de:

“Aqueles que são sábios reluzirão como o fulgor do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre” (Daniel 12:3).
- Sua autoridade, impedindo que chovesse por três anos consecutivos (I Reis 17:1);
- Seu poder; ao responder Elias através do sacrifício no Monte Carmelo;
- Sua justiça, matando a todos os falsos profetas de Baal;
- Sua misericórdia, ao restaurar a chuva (I Reis 18:41);
- Sua amorosa paciência, ao dar-lhe tempo para que se arrependesse.